«Que o teu filho viva amanhã no mundo dos teus sonhos»
Amílcar Cabral, Outubro de 1944

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domingo, 24 de julho de 2011

Andorinha em TVi - adiamento!


Car@s amig@s
A Direcção de Programas da TVi afinal não agendou a reportagem sobre a expedição da Latitude Zeroº – Rota Ingoré 2011 na Guiné-Bissau para a noite do dia 25 de Julho, sem qualquer justificação e sem apontar nova data! O que lamentamos...
Apelamos a todos que continuem atentos até podermos divulgar a nova data e hora da transmissão da referida reportagem.
Gratos pela vossa compreensão, apresentamos os nossos melhores cumprimentos
Bankada Andorinha

domingo, 17 de julho de 2011

Andorinha em TVi - a reportagem

No dia 25 de Julho, depois do telejornal das 20 horas – entre as 20h30 e as 21h00 – a TVi em Portugal irá apresentar a reportagem (de 30 minutos) realizada sobre a expedição da Latitude Zeroº – Rota Ingoré 2011 pela Guiné-Bissau.
Recordamos que durante nove dias (de 24 de Fevereiro a 4 de Março de 2011), António Vieira, jornalista, e Norberto de Sousa, operador de imagem, da TVi acompanharam esta expedição por Bissau – Ilhandé – Buba – Nhala – Guileje – Iemberem (Parque de Cantanhez) – Mato de Lautchande – Bambadinca – Bafatá – Farim – Bigene – Ingoré – Quinhicam – Canchungo – Cabienque – Tame – Canhobe – Ponta Pedra – ilha de Pecixe – Bissau.
Em Canchungo, na Região de Cacheu, o tema será a Bankada Andorinha e o seu projecto de promoção da Língua Portuguesa e da Cultura em Língua Portuguesa.
[Nota: para quem está fora de Portugal, já sabem podem ver via Internet no endereço www.tvi.pt]

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Andorinha em TVi

Durante nove dias (de 24 de Fevereiro a 4 de Março), António Vieira, jornalista, e Norberto de Sousa, operador de imagem, da TVi acompanharam a expedição da Latitude Zeroº – Rota Ingoré 2011 pela Guiné-Bissau: Bissau – Ilhandé – Buba – Nhala – Guileje – Iemberem (Parque de Cantanhez) – Mato de Lautchande – Bambadinca – Bafatá – Farim – Bigene – Ingoré – Quinhicam – Canchungo – Cabienque – Tame – Canhobe – Ponta Pedra – ilha de Pecixe – Bissau.
Se um dos objectivos era testemunharem que se encontravam num país de Paz, com um povo hospitaleiro e caloroso, foi o que sentiram desde que desembarcaram e consolidaram ao longo dos dias da estadia. Se outro dos objectivos era registarem histórias e imagens positivas em diversas áreas do quotidiano, nomeadamente de boas práticas nos âmbitos da Educação e Saúde, também foi plenamente conseguido! Ficamos a aguardar com curiosa ansiedade o documentário de trinta minutos que está ser produzido e irá ser apresentado em breve na programação da TVi.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Andorinha em Rota de Ingoré 2011 – apontamento VII

Se um dos principais objectivos da Latitude Zeroº para a expedição Rota de Ingoré 2011 era a de «contribuir para a promoção da Língua Portuguesa, como factor de união entre todos os povos da CPLP», na área do Ensino a Bankada Andorinha organizou a visita a algumas das escolas que fazem parte do Projecto Andorinha – Promoção da Língua Portuguesa e da Cultura em Língua Portuguesa – um intercâmbio de escolas portuguesas e escolas no sector de Canchungo, Região de Cacheu, Guiné-Bissau.
Era importante que pudessem conhecer escolas que são iniciativas dos próprios guineenses e que são exemplarmente geridas pelas próprias comunidades, que apoiam os directores, professores e alunos, organizadas de forma associativa. No dia 01 de Março a expedição foi encaminhada para visitar a Escola Pública de Iniciativa Comunitária de Cabienque, co-gerida pela AFIR – Associação dos Filhos e Irmãos de Cabienque. A paragem seguinte foi a Escola Pública de Iniciativa Comunitária “Tomás Nanhungue” de Tame – que possui escolas anexas em Pencontche, Guepite, Pepas, Cabeh e Canuan –, co-gerida pela ASSOFITA – Associação dos Filhos de Tame. Por último, foi visitada a Escola Pública de Iniciativa Comunitária “Prof. Henrique Bamba Ferreira” de Canhobe – que possui escola anexa em Teteo – co-gerida pela ASSOFAC – Associação dos Filhos e Amigos de Canhobe.
«São escolas de iniciativa comunitária por diversas razões: a principal é que foram construídas pela própria comunidade onde se inserem, respondendo a uma necessidade que não era realizada pelas estruturas oficiais regionais e nacionais de Educação. Ao mesmo tempo são escolas públicas porque a mesma comunidade, depois de construídas e apetrechadas as salas de aula com as carteiras e quadro negro, as entrega à Direcção Regional de Educação (Ministério da Educação) para que o ensino possa ser reconhecido, bem como o vínculo dos professores efectivos e contratados, os certificados dos alunos, etc.
São escolas de iniciativa comunitária porque para além da direcção da escola existe um Comité de Gestão, que incorpora os representantes da associação de tabanka – é a associação que não só associa os residentes mas, pormenor mais importante, também os denominados “filhos da tabanka”, ou seja, emigrantes, que quer estejam na tabanka ao lado ou em Canchungo ou Bissau, ou no Sénégal, Cabo Verde, Guiné Conakry, ou na Europa (Portugal, Espanha, Suécia, etc) não deixam de pagar as respectivas quotas e participar na definição das necessidades da sua terra! [O povo mandjako é das etnias que mais emigra da Guiné-Bissau]
São igualmente escolas de iniciativa comunitária porque a comunidade paga um subsídio aos professores, sobretudo a pensar nos professores contratados, que é o que permite que as aulas se iniciem o mais depressa possível, não esperando pela abertura oficial do ano lectivo decretado pelo Ministério da Educação! Quando esse subsídio provém do orçamento geral da associação de tabanka, da quotização global dos seus associados, representa um empenho e compromisso de toda a comunidade para com a sua Escola; quando o subsídio provém dos pais que têm alunos na escola poderá pôr em causa o princípio do ensino universal e gratuito consagrado na própria constituição da república mas não deixa de vincar um compromisso da comunidade para viabilizar a sua Escola.»
Segundo dados recolhidos no ano lectivo de 2007-2008, num trabalho liderado por Faustino Paulo Mango, estatístico da Direcção Regional de Educação, a Região de Cacheu contabilizava 58 Escolas Públicas de Iniciativa Comunitária, ou seja, 28,7% do parque escolar da região.
 De regresso a Canchungo, visitamos a Escola Prof. Antero Sampaio, que deu continuidade à herança da fundação em 1948 da Escola de Missão Católica, e hoje em dia continua a ser uma referência, por todos reconhecida, do ensino em Língua Portuguesa. Em particular, foi momento alto a homenagem que obsequiamos ao actual director, Padre José Marques Henriques, o português residente há mais tempo nesta cidade – profundo conhecedor, e também defensor, do kriol e da língua mandjaka.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Andorinha em agradecimento

Marcolino Elias Vasconcelos
Bankada Andorinha
Canchungo
Guiné-Bissau
05/04/11

À Latitude Zero

É com grande satisfação ter recebido essa vossa equipa a nossa terra e a Bankada Andorinha, em particular.
Como tudo começou e terminou, não tenho palavras para as explicar, mas é só para dizer que a primeira notícia da vossa vinda deixou-me muito preocupado, porque estamos num trabalho muito simples e de base com os nossos irmãos de maneiras que não imaginava receber uma visita destas.
Quando o grupo chegou à Bankada naquelas conversas tidas com os elementos da Bankada, logo comecei a sentir a importância desse encontro, porque foram horas de conversas em que quase todos conseguiram falar abertamente e até pareciam que ninguém já sabia falar o crioulo, que outrora constituia grande barreira na comunicação.
Para tal, a todos os que nos aceitaram visitar, apesar das imensas dificuldades encontradas (condição das estradas, falta da iluminação, comunicação), isso para me constitui motivo de ânimo e coragem na promoção da nossa língua e cultura. Aproveito deixar do fundo do meu coração o meu muito obrigado e fico esperançado de podermos fazer algo ainda mais e levar a nossa voz onde não podemos chegar.
Em suma, a língua portuguesa e a cultura em língua portuguesa é a nossa identidade, só resta unamos as acções concretas para a sua promoção.
Com a língua voamos como Andorinha e sentimos irmãos.
Marcolino E. Vasconcelos
[Co-autor do programa radiofónico Andorinha e membro fundador da Bankada Andorinha,
 é um professor de referência na Região de Cacheu, sobretudo de Língua Portuguesa]

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Andorinha em agradecimentos

Carta para a comitiva Rocta Ingoré (Latitude Zero – TVI)
Canchungo 19/03/2011
Antes de tudo desejamos uma boa saúde e felicidade ao lado dos vossos familiares e uma óptima carreira profissional para todos senhores que fazem parte da comitiva, sem exclusão do nosso querido amigo irmão Antonio Alberto Alves.
Na sequência desta honrosa visita a Bankada Andorinha numa reunião que teve como ordem do dia os seguintes pontos:
1.º ponto – informação;
2.º ponto – balanço da visita da comitiva Rocta Ingoré (Latitude Zero – TVI);
3.º ponto – diverso.
Depois da reunião a Bankada pretendi escrever uma carta no sentido de agradisser a obra da Porto Editora.
Por outro lado é de nos apoiarem para podermos reduzir os nosso sacrifício face as nossas dificuldades, então como o objectivo da vossa visita é de achar informações exacta sobre o nosso país, isso gostávamos que aquele gip amarelo torrado ficasse para que nos facilite nas deslocações internas para promoção da Língua Portuguesa que é a nossa língua oficial e é um dos nossos objectivo.
Por outro lado, para promoverem o nome da “Bankada Andorinha” na vossa televisão TVI.
Esperamos mais vezes a vossa presença na Guiné e em particular na Bankada, também queremos concretizar os nossos sonhos ao vosso lado, que desenvolver o nosso país nos ambitos social, politica, económica, e cultural.
Queremos junto dos vossos parceiros que aceitam os nossos pedidos a fim de concretizá-los.
Obrigado por terem visitado a nossa Bankada.
Samba João Gomes

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Andorinha em Rota de Ingoré 2011


Se um dos principais objectivos da Latitude Zeroº para a expedição Rota de Ingoré 2011 era a de «contribuir para a promoção da Língua Portuguesa, como factor de união entre todos os povos da CPLP», à partida um dos mais ansiados momentos era o da visita à Bankada Andorinha em Canchungo.
No dia 28 de Fevereiro a frota de jipes chegou finalmente a este destino. Passamos pelo Liceu Regional Hô Chi Minh, para saudarmos o professor Marcolino Elias Vasconcelos, co-autor do programa radiofónico Andorinha, para nos acompanhar.
Mais adiante, no Centro de Desenvolvimento Educativo esperavam-nos um numeroso grupo de elementos da Bankada Andorinha – alguns que estão desde o início do projecto, outros há mais de um ano e ainda novas caras, de diversos bairros da cidade, demonstrando desde logo a vitalidade e crescimento deste projecto associativo, de promoção da Língua Portuguesa e da Cultura em Língua Portuguesa.
Realizamos uma ronda de apresentações e de imediato foi estabelecido um diálogo entre os locais e os visitantes, procurando responder a diversas curiosidades e elucidar diferentes informações. Foi com agradecimentos que receberam uma embalagem de obras oferecidas pela Porto Editora – que de imediato doaram ao CDE.

Dali passamos para as instalações da Rádio Comunitária Uler A Baand, onde a equipa da TVI teve oportunidade de filmar um programa Andorinha realizado por Maria Alice da Silva, Sinfon Djatá e Dona Paula Mendes. Filmou ainda depoimentos de vários elementos da Bankada Andorinha, bem como entrevistaram os dois autores do projecto, António Alberto Alves e Marcolino Elias Vasconcelos.
Por fim, partilhamos um jantar em convívio e os elementos da Bankada Andorinha realizaram uma animação nocturna que tinham preparado, incluindo declamação de poesias e narração de estórias, sobretudo com ironia e humor! Foi uma oportunidade para os visitantes contactarem de perto com a juventude guineense, as suas aspirações e inquietações, desejos e ansiedades. Foi o momento alto que se esperava...

Uma das metodologias de trabalho da Bankada Andorinha, é a organização de diversas actividades ao longo de cada ano lectivo, o que motiva a participação de mais elementos e contribui para animar o debate e discussões em cada reunião – sempre em Língua Portuguesa. Foi assim mais uma vez com a organização de “Nô Pensa Cabral!” a 20 de Janeiro e com esta recepção à expedição da Latitude Zeroº com a TVI.
Muito obrigado. Bem hajam!

domingo, 10 de abril de 2011

Andorinha em Rota Ingoré 2011 – Guiné-Bissau _ apontamento III

«Ao longo do percurso serão visitados locais de especial relevo no contexto social e económico daquele país para os quais foram reunidas pequenas ajudas a serem entregues, como seis lotes de material didático, livros infantis, óculos escuros ou sementes hortícolas, oferecidas por parceiros ou patrocinadores.», palavras de João Brito e Faro, chefe de expedição da Latitude Zeroº.

Na área da Educação, foram visitadas a Escola Básica da Boa Esperança em Ilhandé, uma iniciativa de Carlos Robalo, célebre jogador guineense de basquetebol, com o apoio da Deutsch-Guineische Gesellschaft e.V., e a Escola EVA de Quinhicam e o Jardim de Infância de Ingoré, iniciativas da ong guineense AD – Acção para o Desenvolvimento. No sector de Canchungo, foram visitadas as Escolas Públicas de Iniciativa Comunitária de Cabienque, “Tomás Nanhungue” de Tame e “Prof. Henrique Bamba Ferreira” de Canhobe, e a Escola “Prof. Antero Sampaio” em Canchungo. Por último, as obras do futuro pólo universitário do Instituto Piaget em Bissau.

Na área do Turismo, foi emocionante chegar a Guiledje e visitar a sua área museológica, bem como pernoitar em Iemberém nos bangalows do Parque Natural das Florestas de Cantanhez e realizar a observação de chimpanzés (Pan troglodytos) no Mato de Lautchande – iniciativas da AD.

Na área da Cultura e Tradição, fomos recebidos em danças tradicionais em Nhala e na ilha de Pecixe, onde também tivemos especial acolhimento na deslumbrante moransa do Régulo principal e durante um dia pudemos constatar parte da sua diversidade e riqueza.

Na área Agrícola e do Desenvolvimento Rural, pudemos observar o trabalho realizado pela COAJOQ – Cooperativa Agro-Pecuária de Jovens Quadros, na zona a sul do rio Cacheu.

Da missão e contributo da Igreja Católica, fomos acolhidos na Cúria de Bafatá e nas Missões Católicas de Safim e de Ingoré. Os bispos da Guiné-Bissau, Dom José Cãmnate na Bissign (Bissau) e Dom Pedro Zilli (Bafatá) deram-nos a imensa honra de prestarem depoimentos. No Hospital de Cumura pudemos testemunhar o notável trabalho realizado por Frei Victor e Irmã Valéria.

Em termos particulares, João Brito e Faro pôde rever a zona de Santa Luzia em Bissau onde viveu em criança e em Bigene descobrir ex-combatentes guineenses que ainda recordam o seu pai como oficial militar.
Os nossos agradecimentos a todos que de diferentes modos contribuíram para o bom êxito desta expedição exploratória: Abubacar Serra, Armando Sampa, Bankada Andorinha, Braima Sedja Vieira, Carlos Robalo, Carlos Schwarz (Pepito), Dom José Cãmnate na Bissign, Dom Pedro Zilli, Domingos (Comboio), Domingos Fonseca, Fernando Gisteira, Frei Victor, Irmã Elda Orsillo, Irmã Valéria, Joaquina Silva, Leandro Pinto Júnior, Marcolino Elias Vasconcelos, Mariama Djadjó, Mário Saiegh, Padre José Marques Henriques, Umaro Galiza.
[ver reportagem em www.latitudezero.ttverde.com]

quarta-feira, 23 de março de 2011

Andorinha em Rota Ingoré 2011 - Guiné-Bissau



Um primeiro apontamento sobre a expedição Latitude Zero – Rota Ingoré: ultrapassou todas as expectativas planeadas!
A expedição partiu a 20 de Fevereiro de Portugal e contou com a participação de João Brito e Faro, chefe de expedição e engenheiro agrário, e Mário Barroco de Melo, psicólogo, da Latitude Zeroº, José Alberto Magalhães, jornalista da Lusa, António Alberto Alves, sociólogo, António Vieira e Norberto de Sousa da TVI, e na Guiné-Bissau acompanharam-nos Fernando Gisteira, presidente da comissão instaladora da universidade Instituto Piaget e a sua companheira, Dona Joaquina – num total de quatro viaturas todo-o-terreno.


Apesar do atraso no desembarque das viaturas Land Rover no porto da capital guineense, de 24 de Fevereiro a 4 de Março a frota de jipes todo-o-terreno deu uma volta pela Guiné-Bissau e pelas suas diversidades: Bissau – Ilhandé – Buba – Nhala – Guileje – Iemberem (Parque de Cantanhez) – Mato de Lautchande – Bambadinca – Bafatá – Farim – Bigene – Ingoré – Quinhicam – Canchungo – Cabienque – Tame – Canhobe – Ponta Pedra – ilha de Pecixe – Bissau. Os organizadores tiveram oportunidade de conhecer diversos projectos de boas práticas, sobretudo na área da Educação, e a equipa da TVI recolheu imagens e depoimentos preciosos para poderem realizar um bom documentário sobre a Guiné-Bissau, com o objectivo de dar um contributo positivo pela sua imagem.



Em breve iremos desenvolver mais notícias sobre este acontecimento, em que as iniciativas Andorinha foram visitadas durante dia e meio.
Até breve...