«Que o teu filho viva amanhã no mundo dos teus sonhos»
Amílcar Cabral, Outubro de 1944

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Andorinha em Rota de Ingoré 2011


Se um dos principais objectivos da Latitude Zeroº para a expedição Rota de Ingoré 2011 era a de «contribuir para a promoção da Língua Portuguesa, como factor de união entre todos os povos da CPLP», à partida um dos mais ansiados momentos era o da visita à Bankada Andorinha em Canchungo.
No dia 28 de Fevereiro a frota de jipes chegou finalmente a este destino. Passamos pelo Liceu Regional Hô Chi Minh, para saudarmos o professor Marcolino Elias Vasconcelos, co-autor do programa radiofónico Andorinha, para nos acompanhar.
Mais adiante, no Centro de Desenvolvimento Educativo esperavam-nos um numeroso grupo de elementos da Bankada Andorinha – alguns que estão desde o início do projecto, outros há mais de um ano e ainda novas caras, de diversos bairros da cidade, demonstrando desde logo a vitalidade e crescimento deste projecto associativo, de promoção da Língua Portuguesa e da Cultura em Língua Portuguesa.
Realizamos uma ronda de apresentações e de imediato foi estabelecido um diálogo entre os locais e os visitantes, procurando responder a diversas curiosidades e elucidar diferentes informações. Foi com agradecimentos que receberam uma embalagem de obras oferecidas pela Porto Editora – que de imediato doaram ao CDE.

Dali passamos para as instalações da Rádio Comunitária Uler A Baand, onde a equipa da TVI teve oportunidade de filmar um programa Andorinha realizado por Maria Alice da Silva, Sinfon Djatá e Dona Paula Mendes. Filmou ainda depoimentos de vários elementos da Bankada Andorinha, bem como entrevistaram os dois autores do projecto, António Alberto Alves e Marcolino Elias Vasconcelos.
Por fim, partilhamos um jantar em convívio e os elementos da Bankada Andorinha realizaram uma animação nocturna que tinham preparado, incluindo declamação de poesias e narração de estórias, sobretudo com ironia e humor! Foi uma oportunidade para os visitantes contactarem de perto com a juventude guineense, as suas aspirações e inquietações, desejos e ansiedades. Foi o momento alto que se esperava...

Uma das metodologias de trabalho da Bankada Andorinha, é a organização de diversas actividades ao longo de cada ano lectivo, o que motiva a participação de mais elementos e contribui para animar o debate e discussões em cada reunião – sempre em Língua Portuguesa. Foi assim mais uma vez com a organização de “Nô Pensa Cabral!” a 20 de Janeiro e com esta recepção à expedição da Latitude Zeroº com a TVI.
Muito obrigado. Bem hajam!

domingo, 17 de abril de 2011

Andorinha em Liceu Regional Hô Chi Minh

O Liceu Regional Hô Chi Minh em Canchungo desde o início das iniciativas Andorinha sempre foi um dos locais onde, directa ou indirectamente, os elementos das diversas bankada Andorinha exerceram a sua influência e actividades de promoção da Língua Portuguesa e da Cultura em Língua Portuguesa.
No ano lectivo de 2008-2009, foi onde realizaram sessões de sensibilização em diversas turmas, contribuindo para o surgimento do protocolo interno “Pelo Uso da Língua Portuguesa no Recinto Escolar”, aprovado em plenário pelos professores.

No ano lectivo 2009-2010, somaram mais sessões de sensibilização, contribuindo para o surgimento de regulamentos internos em algumas turmas, participaram no intercâmbio escolar com Liceu Dr. Luís Fona Tchuda de Gabú, sob o lema “Juntos para um ensino de qualidade face aos desafios do futuro”, e deixaram um sinal positivo e certamente preponderante aquando da visita de Dr. Fábio Sousa (IPAD – Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento) e Dr. Júlio Santos (Gabinete de Estudos para a Educação e Desenvolvimento – Escola Superior de Educação – Instituto Politécnico de Viana do Castelo), no processo para o alargamento do PASEG – Programa de Apoio ao Sistema Educativo da Guiné-Bissau. Complementarmente, este Liceu iniciou um intercâmbio bilateral com a Escola EB 2,3 Dr. Joaquim Magalhães de Faro, no âmbito do Projecto Andorinha – Promoção da Língua Portuguesa e da Cultura em Língua Portuguesa – um intercâmbio de escolas portuguesas e escolas na Região de Cacheu, Guiné-Bissau.

Neste ano lectivo, 2010-2011 desde Fevereiro que elementos da Bankada Andorinha articularam com a nova Associação de Estudantes as sessões de sensibilização nas turmas – e mantêm a sua “magistratura de influência” no interior do recinto escolar.
A 20 de Março reuniu com o director, e professor, Herculano Luizinho Vaz, para se renovar e consolidar esta colaboração.

A 21 de Março reuniu com a direcção da Associação de Estudantes no recente espaço da Oficina de Língua Portuguesa do PASEG, para articularem datas e actividades dos respectivos planos de actividades. Articulação que prosseguiu a 28 de Março, com a visita das técnicas do PASEG, Ana Lúcia dos Santos Ferreira e Catarina Isabel Perez-Ramirez, à Bankada Andorinha no Centro de Desenvolvimento Educativo de Canchungo. Por último, a 2 de Abril, a Bankada Andorinha participou na reunião da Associação de Estudantes com todos os representantes das turmas da 7.ª, 8.ª, 9.ª, 10.ª, 11.ª e 12.ª Classes.
É uma colaboração que se quer manter, renovar, dinamizar, inspirar, para bem e futuro de toda a comunidade escolar!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Andorinha em Petabe


No dia 27 de Março a Bankada Andorinha deslocou-se à tabanka de Petabe para visitarmos a bankada Andorinha “Umeene”, a convite do respectivo presidente, Júlio Lima. Foi uma oportunidade para estarmos reunidos com alguns dos seus elementos, trocarmos informações e constatarmos que é mais uma bankada activa e motivada nos seus objectivos de promoverem a Língua Portuguesa e a Cultura em Língua Portuguesa.

A bankada Andorinha “Umeene” de Petabe é constituída por Júlio Lima (Presidente), Samuel Mendes (Secretário), Naná Gomes (Responsável de Disporto), Vicente Gomes (Porta-Voz), Benjamim Gomes (Financeiro), Peti Rama Gomes (Presidente de Assembleia), Aissato Mendes (Encarregada de Programa), Eduardo Vaz, Amilcar Gomes, Fará Kafacaia, Manuel Vaz, Frederico Mendes, Bricete Vaz, Michel Gomes, Sato Mendes, Luis Mendes.

domingo, 10 de abril de 2011

Andorinha em Rota Ingoré 2011 – Guiné-Bissau _ apontamento III

«Ao longo do percurso serão visitados locais de especial relevo no contexto social e económico daquele país para os quais foram reunidas pequenas ajudas a serem entregues, como seis lotes de material didático, livros infantis, óculos escuros ou sementes hortícolas, oferecidas por parceiros ou patrocinadores.», palavras de João Brito e Faro, chefe de expedição da Latitude Zeroº.

Na área da Educação, foram visitadas a Escola Básica da Boa Esperança em Ilhandé, uma iniciativa de Carlos Robalo, célebre jogador guineense de basquetebol, com o apoio da Deutsch-Guineische Gesellschaft e.V., e a Escola EVA de Quinhicam e o Jardim de Infância de Ingoré, iniciativas da ong guineense AD – Acção para o Desenvolvimento. No sector de Canchungo, foram visitadas as Escolas Públicas de Iniciativa Comunitária de Cabienque, “Tomás Nanhungue” de Tame e “Prof. Henrique Bamba Ferreira” de Canhobe, e a Escola “Prof. Antero Sampaio” em Canchungo. Por último, as obras do futuro pólo universitário do Instituto Piaget em Bissau.

Na área do Turismo, foi emocionante chegar a Guiledje e visitar a sua área museológica, bem como pernoitar em Iemberém nos bangalows do Parque Natural das Florestas de Cantanhez e realizar a observação de chimpanzés (Pan troglodytos) no Mato de Lautchande – iniciativas da AD.

Na área da Cultura e Tradição, fomos recebidos em danças tradicionais em Nhala e na ilha de Pecixe, onde também tivemos especial acolhimento na deslumbrante moransa do Régulo principal e durante um dia pudemos constatar parte da sua diversidade e riqueza.

Na área Agrícola e do Desenvolvimento Rural, pudemos observar o trabalho realizado pela COAJOQ – Cooperativa Agro-Pecuária de Jovens Quadros, na zona a sul do rio Cacheu.

Da missão e contributo da Igreja Católica, fomos acolhidos na Cúria de Bafatá e nas Missões Católicas de Safim e de Ingoré. Os bispos da Guiné-Bissau, Dom José Cãmnate na Bissign (Bissau) e Dom Pedro Zilli (Bafatá) deram-nos a imensa honra de prestarem depoimentos. No Hospital de Cumura pudemos testemunhar o notável trabalho realizado por Frei Victor e Irmã Valéria.

Em termos particulares, João Brito e Faro pôde rever a zona de Santa Luzia em Bissau onde viveu em criança e em Bigene descobrir ex-combatentes guineenses que ainda recordam o seu pai como oficial militar.
Os nossos agradecimentos a todos que de diferentes modos contribuíram para o bom êxito desta expedição exploratória: Abubacar Serra, Armando Sampa, Bankada Andorinha, Braima Sedja Vieira, Carlos Robalo, Carlos Schwarz (Pepito), Dom José Cãmnate na Bissign, Dom Pedro Zilli, Domingos (Comboio), Domingos Fonseca, Fernando Gisteira, Frei Victor, Irmã Elda Orsillo, Irmã Valéria, Joaquina Silva, Leandro Pinto Júnior, Marcolino Elias Vasconcelos, Mariama Djadjó, Mário Saiegh, Padre José Marques Henriques, Umaro Galiza.
[ver reportagem em www.latitudezero.ttverde.com]

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Andorinha em Canchungo

A Bankada Andorinha a 24 e 30 de Março visitou o Jardim-de-Infância Joaquim Baticã Ferreira em Canchungo, para em conjunto com a respectiva educadora de infância, informarmos e sensibilizarmos as crianças para montarem e manterem um intercâmbio com o Centro de Apoio à Pequena Infância – Toca do Capi e Associação Engenho e Arte em Messejana, Portugal – no âmbito do Projecto Andorinha – Promoção da Língua Portuguesa e da Cultura em Língua Portuguesa – um intercâmbio de escolas portuguesas e escolas na Região de Cacheu, Guiné-Bissau.

A educadora chama-se Aissatu Lucinda Embaló, mais conhecida por Tucha, é a grande animadora e responsável por este espaço – na cidade de Canchungo é tida como muito querida pelas crianças e competente na sua área: os directores das escolas que acolhem as suas crianças afiançam que entram melhor preparadas.
O nome do Jardim-de-Infância é uma homenagem a um antigo Régulo de Babok – um regulado mandjako que engloba vinte e quatro bairros e tabanka (aldeias) de Canchungo e arredores, cujo centro é o Reino (e bairro) de Utiacor.
Esta Jardim-de-Infância acolhe entre 50 a 40 crianças – o número varia consoante a capacidade de os pais pagarem a mensalidade.
É esta rota de intercâmbio e solidariedade que se vai alargando e consolidando entre Portugal e a Guiné-Bissau.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Andorinha em Cacheu


No dia 25 de Março a Bankada Andorinha deslocou-se a Cacheu para visitar o Liceu Domingos Mendonça, a convite do respectivo director Joãozinho António Norone.
Fomos recebidos com a habitual hospitalidade e curiosidade dos alunos, e reunimos com os elementos da bankada Andorinha local, para articularmos os planos de actividades para este ano lectivo de 2010-2011.
Foi com agrado que ficamos informados que a organização da actividade “Nô Pensa Cabral!” a 20 de Janeiro em Cacheu contribuiu para o relançamento e reorganização da bankada neste ano lectivo e que marcou o orgulho da cidade – apenas se lamenta que não tenha ficado o registo fotográfico.

Eis a «relação nominal dos elementos da direcção» actual:
Upá Jabate Mendes, Presidente, estudante 9.ª – 2;
Paulo Cumba, Vice-Presidente, estudante 8.ª – 6 e presidente da Associação de Estudantes;
Robson Silvano Gomes, Porta-Vóz, estudante 9.ª – 2;
Emilio Armando Sá, Vice-Porta-Vóz, estudante 9.ª – 3;
Leonel Gomes, Secretário, professor Química e Educação Social;
Acásio Sanhá, Vice Secretário, estudante 10.ª – 1;
Cirilo Sambú, Financeiro, estudante 10.ª – 1;
Jano Lima, Vice-Financeiro, estudante 9.ª – 5;
Augusto João Correia, Chefe de Informação e Propaganda, professor Desenho;
Félix Maurisio da Silva, Representante, professor Geografia e História;
João Djata, Vice-Representante, estudante 8.ª – 2;
Jalcira José Vaz, Representante Vóz Femenina, estudante 9.ª – 3;
Maria Lurdes, Vice-Representante da Vóz Femenina, estudante 8.ª – 3;
Tunde Gomes, Representante da Disciplina e Desporto, professor Educação Física;
Idalina, Vice-Representante da Disciplina e Desporto, estudante;
Braima Mendes, Mensageiro, professor Português;
Egídio Augusto Sanca, Conselheiro, professor Química e Biologia;
António Bedeta, Vice-Conselheiro, estudante 11.ª – 1;
Ana Paula, Representante das Actividades, estudante 11.ª – 1;
Evaldine das Mata, Vice-Representante das Actividades, estudante 11.ª – 1;
Vasco Tambá, Coordenador Geral, professor Inglês;
Cadi Quadé, Vice-Coordenador, estudante 7.ª – 5;
Pedro Nhaga, Responsável Organização e Vestuário;
Marceano da Tchangue, Patrocínador da Bankada, comerciante.
É uma organização a abrir asas pelo sector de Cacheu...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Andorinha em Calequisse



No dia 17 de Março a Bankada Andorinha reuniu com Ussumane Jandi, Director Regional de Educação, Elvira Gomes, inspectora-coordenadora, António Bedane e Paulo Mendes, inspectores-formadores do sector de Cachungo, para os informar do alargamento do Projecto Andorinha – Promoção da Língua Portuguesa e da Cultura em Língua Portuguesa – um intercâmbio de escolas portuguesas e escolas na Região de Cacheu, Guiné-Bissau.


No dia 18 de Março a Bankada Andorinha deslocou-se a Calequisse para reforçar a participação deste sector nas iniciativas Andorinha. No Liceu Daniel Brottier estivemos reunidos com o professor e director Martinho Mendes para se iniciar a sensibilização para a participação deste estabelecimento de ensino no Projecto Andorinha, promovendo uma relação com o Agrupamento de Escolas José Saraiva em Leiria, Portugal – com o apoio e empenho da professora Maria Goreti Custódio. Recordamos que neste Liceu estão matriculados 180 alunos (104 masculinos e 76 femininos), da 7.ªa à 9.ª Classes. Confirmamos igualmente a formação de uma bankada Andorinha neste Liceu, presidida por Nené Correia.
Visitamos de seguida o Centro de Desenvolvimento Educativo Daniel Brottier, onde pudemos constatar o bom funcionamento deste generoso espaço, que tanto deve à perseverança incansável da Irmã Emília Garcês.

Reunimos ainda com a Irmã Paula Caluvi, para a informarmos do projecto, nomeadamente sobre um grupo de jovens da paróquia de Várzea, em Portugal, que pretendem reforçar a relação com a Escola de Betenta, onde apadrinham uma criança: Octávio Mendes.
Por fim, no dia 31 de Março reunimos com Agostinho E. Nhaga, inspector-formador da DRE para o sector de Calequisse, para o informarmos e envolvermos neste projecto.
É o projecto Andorinha a abrir asas e a expandir-se de Portugal para a Guiné-Bissau...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Andorinha em Canhobe

Foi no âmbito da visita da expedição Latitude Zeroº - Rota Ingoré 2011 que pudemos constatar da chegada de uma encomenda do Agrupamento de Escolas do Marão à Escola Pública de Iniciativa Comunitária “Prof. Henrique Bamba Ferreira” de Canhobe, no seguimento do Projecto Andorinha – Promoção da Língua Portuguesa e da Cultura em Língua Portuguesa – um intercâmbio de escolas portuguesas e escolas no sector de Canchungo, Região de Cacheu, Guiné-Bissau.

Trata-se de um conjunto de trabalhos e materiais didácticos realizados pelos alunos e professores portugueses ao longo do ano lectivo de 2009-2010, incluindo um cd-room com os respectivos arquivos da escola. A que acrescentamos materiais elaborados por alunos do 6.º ano de escolaridade, turma B, na disciplina de EVT – Educação Visual e Tecnológica, leccionada pelo professor José Eduardo.
É esta rota de solidariedade que se mantém...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Andorinha cita João Rosa


Ensinar só em português prejudica alunos cabo-verdianos18 Março 2011

A utilização do Português como língua exclusiva nas salas de aula em Cabo Verde prejudica muitos alunos, razão pela qual o crioulo deve tornar-se o idioma de ensino nas escolas do arquipélago, defende o investigador João Rosa.


João Rosa, um investigador cabo-verdiano mestre em Linguística na Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), onde lecciona, sublinhou à agência Lusa que o Português leva a que muitos alunos em Cabo Verde sejam “silenciados” nas salas de aula, dado que, fora delas só falam o Crioulo.
“A utilização do Português como língua exclusiva nas salas de aula prejudica muitos alunos cabo-verdianos que não têm acesso à língua em casa, que é a maioria dos alunos em Cabo Verde”, sustenta João Rosa, autor do recentemente editado “Discursos Linguísticos e Realidades nas Salas de Aulas – Vencendo a Luta pelo Controle”.
João Rosa frisou que, dentro das salas de aula, os alunos “são sujeitos a uma política linguística que os obriga a falar Português”, mas recusou a ideia de que a falha pertença também à própria sociedade local.
“Não acho que seja uma falha da sociedade cabo-verdiana. Desde que foi instituído nas escolas o Português tem sido uma língua protegida na sociedade. Só que a realidade ocorre em Crioulo, em Cabo-Verdiano. Acho que o Português é uma grande herança do povo cabo-verdiano, mas a prática, o ensino e a política linguística não podem sujeitar a maioria dos alunos a um silêncio dentro das salas de aula”, respondeu.
“O Português tem de ser ensinado em Cabo Verde mas como segunda língua, não como língua nativa. Essa política, por exemplo, iria diminuir as interferências linguísticas que ocorrem na maior parte da população”, sublinhou João Rosa, natural da Cidade da Praia, onde nasceu a 5 de abril de 1969 (41 anos) e residente nos EUA.
“O ensino do Português como segunda língua exigiria um ensino, na primeira fase da aprendizagem das crianças, em Crioulo. Depois, gradualmente, envolver-se-ia o Português. Não pretendo que não se deve estudar o Português em Cabo Verde. Isso seria absurdo”, acrescentou.
João Rosa lembrou que o Instituto do Crioulo Cabo-Verdiano (ICC) produz materiais escolares em Crioulo e que são utilizados no ensino sem qualquer problema.
“Esse é um debate que existe apenas em Cabo Verde e que não tem em conta o que se passa no exterior, na diáspora”, referiu o autor, argumentando que o modelo existente nos Estados Unidos prova que pode ser aplicado no país.
Fonte: Lusa, in "A Semana"

quarta-feira, 23 de março de 2011

Andorinha em Rota Ingoré 2011 - Guiné-Bissau



Um primeiro apontamento sobre a expedição Latitude Zero – Rota Ingoré: ultrapassou todas as expectativas planeadas!
A expedição partiu a 20 de Fevereiro de Portugal e contou com a participação de João Brito e Faro, chefe de expedição e engenheiro agrário, e Mário Barroco de Melo, psicólogo, da Latitude Zeroº, José Alberto Magalhães, jornalista da Lusa, António Alberto Alves, sociólogo, António Vieira e Norberto de Sousa da TVI, e na Guiné-Bissau acompanharam-nos Fernando Gisteira, presidente da comissão instaladora da universidade Instituto Piaget e a sua companheira, Dona Joaquina – num total de quatro viaturas todo-o-terreno.


Apesar do atraso no desembarque das viaturas Land Rover no porto da capital guineense, de 24 de Fevereiro a 4 de Março a frota de jipes todo-o-terreno deu uma volta pela Guiné-Bissau e pelas suas diversidades: Bissau – Ilhandé – Buba – Nhala – Guileje – Iemberem (Parque de Cantanhez) – Mato de Lautchande – Bambadinca – Bafatá – Farim – Bigene – Ingoré – Quinhicam – Canchungo – Cabienque – Tame – Canhobe – Ponta Pedra – ilha de Pecixe – Bissau. Os organizadores tiveram oportunidade de conhecer diversos projectos de boas práticas, sobretudo na área da Educação, e a equipa da TVI recolheu imagens e depoimentos preciosos para poderem realizar um bom documentário sobre a Guiné-Bissau, com o objectivo de dar um contributo positivo pela sua imagem.



Em breve iremos desenvolver mais notícias sobre este acontecimento, em que as iniciativas Andorinha foram visitadas durante dia e meio.
Até breve...




domingo, 20 de março de 2011

Andorinha em AJALPD

A Bankada Andorinha respondeu ao convite da AJALPD – Associação de Jovens Amigos da Língua Portuguesa para o Desenvolvimento e esteve presente com Clemente Mendes, Djenabú Djaló e Dionysius Aristides Charles Teodorico de Sousa Barbosa a 4 de Março num debate realizado no Centro Cultural Português em Bissau «com o objectivo de promover e desenvolver o uso da língua portuguesa no seio da sociedade guineense».
Com o seguinte programa:
09h30 – Recepção dos convidados
09h45 – Apresentação do historial da AJALPD
09h55 – Comunicação do presidente da AJALPD
1.º Tema – Pensar a Língua Portuguesa
Orador: Fernando Delfim da Silva
Moderador: Prof. Figuinho Ocaia
2.º Tema – Unidos Para Proteger o Ambiente
Orador: Secretário de Estado de Ambiente
«O objectivo principal é de pensar ceriamente em Língua portuguesa no seu método de funcionamento no nosso meio social em geral onde singio mais para a comunicação social e o problema maior que temos é na comunicação.
O Fernando disse-nos que a língua portuguesa é um veículo, tem diversidade dos pontos como os tais: ponto de vista social, económicos e ponto de vista político etc. A língua é o alicersse do nosso conhecimento adquirindo no quotidiano.
Falou também de que a chave corpo docente do português é os professores: quanto melhor o professor assim também melhor serão os alunos. A causa principal do fracaço no ensino é a situação económica do país é que levou o sistema da educação complicou-se.» [excerto do relatório de Dionysius apresentado na reunião da Bankada Andorinha]