
«A terceira excursão, já para se deixar uma das equipas no terreno, foi a Bafatá. Levava a expectativa de todos afirmarem ser a cidade mais bonita da Guiné-Bissau. Para se chegar, significa mais uma estrada em quilómetros e quilómetros completamente rebentada – a nossa carrinha é uma Tata, com origem na Índia, de dupla cabine e caixa aberta, longe do conforto que outros todo-o-terreno proporcionam! Com o que deparo é uma mais uma povoação cuja beleza e encanto aparece como um vestígio, que se consegue adivinhar no passado, à mistura com a actual destruição, incúria, desleixo, pobreza!
Em cada deslocação, é também a oportunidade de ver as populações, as gentes da Guiné-Bissau. Porque estão presentes ao longo das estradas, deslocando-se a pé pelas bermas, junto a casas à beira da estrada, nas bolanhas cultivando o arroz. Salta à vista a diversidade de etnias; e, apesar de haver etnias predominantes em determinadas regiões, por todo o lado se misturam. Assim, apesar de serem todos negros, o que ressalta é uma diversidade de cores, pelos diferentes trajos e utensílios.» [15.10.2006]
Sem comentários:
Enviar um comentário